23 de agosto de 2010

O AMOR É O MESMO

Sentia brisa leve, aquela de fim de tarde, quando a vi entrar na água pela primeira vez. Era branca como a neve, adornada de cores fortes e tinha a minha altura. Da areia, podia admirar sua aparição a cada onda cortada. Era bela, veloz e agressiva. Em poucas oportunidades, tinha o privilégio de observar seus detalhes mais íntimos, quando uma maré mais forte a puxava para beira mar. O fato é que fiquei completamente viciado nela, a tal ponto de largar tudo que eu estava fazendo apenas para ir observá-la a cada fim de tarde. E ela estava sempre lá. Fingindo minha inexistência, entregue a outro, impedindo qualquer aproximação. Um dia, um dia qualquer, irei conquistá-la... Essa prancha ainda vai ser minha.

Valeu Mau!! Sempre Bem Vindo!!

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